Eu já não aguento mais essa saudade, tá doendo, tá incomodando, tá gritando aqui chamando por ti. Virou rotina querer ouvir tua voz, querer sentir teu cheiro impregnado na minha roupa de cama. Cansa essa monotonia de você, cansa aguentar calada a falta que você me faz e durante todos esses meses, nada está bem como eu demonstro. Cada dia é mais difícil sem você, cada dia é uma luta contra mim mesma pra não me dar ao luxo de pensar em ti, pra não remoer a dor nesse meu peito que clama por você, pra não torturar meu consciente e me convencer que você se foi. Eu tento me acostumar com a sua ausência, mas a verdade é que eu não te superei. Eu deveria ter te pedido pra ficar Gustavo, você virou as costas e pediu um último beijo, eu deveria ter dado, talvez te fizesses ficar, mas eu fui orgulhosa, achei que fosse só mais uma de tantas brigas que tivemos e no dia seguinte tu ia me mandar uma mensagem de texto dizendo “bom dia minha pequena, eu amo você”, e sabe, já se passaram meses e eu continuo esperando essa mensagem de texto. Continuo esperando o dia em que você baterá novamente em minha porta, com seu violão nas costas, dizendo que compôs uma canção pra mim, perguntando se podia passar a noite comigo, pois estava tarde demais pra voltar e eu fazia questão que você dormisse do meu lado – lado direito, seu costume – pra que eu acordasse e me visse envolvida em seus braços e você já estivesse acordado, me observando. Sabe Gustavo, minha porta ainda está aberta, o lado direito da minha cama vago esperando por você. E o meu coração? Bom, meu coração sempre esteve com você.

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