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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


Versão dela: Já faz quatro meses, quatro meses que não nos falamos. Desde o término eu tenho andado devastada, sabe? Eu te vejo todos os dias na escola e, você não se importa, não olha sequer nos meus olhos, não liga pro que eu tenho passado. Então eu me finjo de forte, olho pros lados e simplesmente ignoro sua presença. Se você sabe fingir que está bem, eu também sei. Finjo que esse cara novo é perfeito pra mim, como tu era, como tu és. Finjo que ele me completa como se fosse você, na verdade, eu te procuro nele e, é frustrante não encontrar.Mais frustrante ainda saber que a sua nova namorada te faz tão feliz quanto eu fazia. Recebi umas ligações restritas no meio da noite, bem típico seu, atendia e não falava nada, eu só dizia “alô!”, desejando que você dissesse “ei minha princesa, sou eu, volta pra mim?”, mas aí desligava. Eu queria tanto seu sorriso pra mim outra vez, queria tanto as nossas comédias-românticas nos fins de semana, quando você pegava a colher de brigadeiro e sujava toda a minha boca, depois limpava com um beijo. Sinto falta da nossa anormalidade, sabe? Das nossas idiotices, das caretas que você fazia, que nós fazíamos e ficávamos rindo feito duas crianças. Sinto falta do teu colo, de quando eu deitava nele e você mexia no meu cabelo, até eu pegar no sono, depois tu me levavas pra cama e ficava deitado ao meu lado, de conchinha, que era como eu me sentia mais protegida, lembra? Aliás, você ainda lembra-se de nós? Lembra de quando eu mexia no seu cabelo todo arrumadinho e você ficava bravo comigo, mas depois eu pedia desculpas e você ria da minha cara de fofa? Lembra-se Gustavo?Lembra das vezes em que eu mexia no seu celular e via mensagens de textos de amigas suas, ficava muito brava e você mais ainda por eu ter mexido em suas coisas sem o seu consentimento, mas aí você vinha por trás, me abraçava e dizia que não precisava ter ciúmes, pois era só meu. Ah, que saudade eu tenho de quando te chamava de meu, não fazes idéia. Na verdade, eu sinto falta de tudo, das brigas terminadas com você dizendo “chega, eu amo você, minha princesa”, dos beijos de bom dia, da sua camisa xadrez sendo mais minha do que sua, do seu perfume nas minhas roupas quando você me abraçava, daquela aliança que você me deu no meu aniversário, das suas crises de ciúmes bobos. Sei lá, eu sinto falta de tudo, sinto falta de nós, mesmo que você não se importe, ou não se lembre mais. Você ainda está presente em mim e, eu me lembro de cada detalhe.
Versão dele: Já faz quatro meses, não nos falamos desde que terminamos.  Sabe, eu a vejo todos os dias com aquele cara e, dói tanto vê-la com outro. Será que ele cuida de você como eu cuidava? Será Giulia? Será mesmo que ele é melhor que eu? Sinceramente é isso o que eu sinto, sinto que ele preenche todo o espaço que eu deixei. Sinto falta de você, na verdade, sinto falta do “nós”. Quantas vezes, no meio da noite, eu peguei o telefone e disquei seu número, restrito como sempre fiz e esperei você atender, só pra ouvir tua voz, só pra ouvir tua respiração do outro lado da linha. Queria dizer que era eu e pedir pra você voltar pra mim, mas algo me dizia que você estava feliz com esse novo alguém. Eu sinto tanta falta das nossas guerras de travesseiros, do seu perfume na minha camisa xadrez que você adorava vestir, dos jogos de vídeo game que eu sempre deixava você ganhar e você ficava se vangloriando, era tão bom ver o teu olhar de vitória, te fazer se sentir a rainha, a poderosa, porque realmente a rainha era você, é você. A que manda e desmanda quando quer, a que dá a última palavra e eu sempre fingi que queria mandar também, só pra não te deixar tão convencida disso, mas eu sempre ouvia você por último, sempre queria que fosse você no comando, sempre engolia o orgulho por você, sempre cedia e soltava um “chega, eu amo você, minha princesa”, porque não sou bom em ficar mal contigo e muito menos com responsabilidades. A única responsabilidade que eu quero na verdade, é te fazer feliz, lembrar da data do início do namoro. Você ainda lembra? Eu nos quero juntos no meio da noite, vendo aquela comédia-romântica que eu odeio, mas você adora.Quero de volta você vendo aquele filme de terror que eu amo e você morre de medo, aí ficava toda encolhida nos meus braços, deitada no meu peito e nas piores partes, eu te beijando, pra desviar tua atenção e tu não sentir medo. Quero te proteger, quero cuidar de você. Quero chamar-te de “minha pequena” outra vez, quero te fazer minha como fiz durante os dois anos que permanecemos juntos. Você não parece sentir minha falta, não parece sequer lembrar-se de nós. Então eu finjo que não me importo, finjo que estou bem sem você, finjo que ela me faz mais feliz do que você fazia, pra não atrapalhar tua felicidade. Só que na verdade, você ainda está presente em mim e, eu me lembro de cada detalhe


Eu já não aguento mais essa saudade, tá doendo, tá incomodando, tá gritando aqui chamando por ti. Virou rotina querer ouvir tua voz, querer sentir teu cheiro impregnado na minha roupa de cama. Cansa essa monotonia de você, cansa aguentar calada a falta que você me faz e durante todos esses meses, nada está bem como eu demonstro. Cada dia é mais difícil sem você, cada dia é uma luta contra mim mesma pra não me dar ao luxo de pensar em ti, pra não remoer a dor nesse meu peito que clama por você, pra não torturar meu consciente e me convencer que você se foi. Eu tento me acostumar com a sua ausência, mas a verdade é que eu não te superei. Eu deveria ter te pedido pra ficar Gustavo, você virou as costas e pediu um último beijo, eu deveria ter dado, talvez te fizesses ficar, mas eu fui orgulhosa, achei que fosse só mais uma de tantas brigas que tivemos e no dia seguinte tu ia me mandar uma mensagem de texto dizendo “bom dia minha pequena, eu amo você”, e sabe, já se passaram meses e eu continuo esperando essa mensagem de texto. Continuo esperando o dia em que você baterá novamente em minha porta, com seu violão nas costas, dizendo que compôs uma canção pra mim, perguntando se podia passar a noite comigo, pois estava tarde demais pra voltar e eu fazia questão que você dormisse do meu lado – lado direito, seu costume – pra que eu acordasse e me visse envolvida em seus braços e você já estivesse acordado, me observando. Sabe Gustavo, minha porta ainda está aberta, o lado direito da minha cama vago esperando por você. E o meu coração? Bom, meu coração sempre esteve com você.

Então eu cansei, eu cansei dessa história de amar alguém que eu nunca vi sorrir, nunca vi acordar, eu nunca vi como ele chora. Cansei, simplesmente estou cansada de sonhar com a gente se abraçando em uma noite estrelada. Eu estou totalmentecansada de querer você mais que qualquer coisa na vida. Eu queria que nada fosse como está sendo agora, queria ser a sua menina que sempre projetou em seus sonhos. Eu não sou a pessoa que é o motivo da sua risada mais verdadeira, das suas lagrimas de saudade. Eu não sou nada disso! Então, eu deixarei você sair da minha vida, pois eu ainda lhe tinha em meus sonhos. Sonharei com outras coisas, escutarei novas musicas. Eu lhe esquecerei garoto, pois eu cansei de amar uma lembrança. 

Ela cansou de tentar agradar as pessoas. Cansou de viver uma vida que não era dela, por medo de perder quem mais amava. Cansou de fingir, mentir, omitir. Pensava tanto em agradar aos outros, que esquecia quem realmente era. Então ela percebeu, que quem tem que ficar, fica e quem tem que ir, vai. Percebeu que não precisa agradar à ninguém, somente à si mesma e que só precisa dos verdadeiros ao seu lado. Resolveu ser sincera consigo mesma, sincera com quem amava e se importava, enfrentou o medo e foi forte. Então ergueu a cabeça e seguiu em frente, como deveria ter feito há muito tempo [...]

Eternizei sentimentos que me levam a pensar em você, para que eu nunca esqueça também da tua risada rouca, do teu amor agridoce, e das tuas palavras sinceras […] mas me contive, quando dei por mim e estava com os braços abertos deixando tudo o que eu amava se soltar de mim. Desapeguei, aderi inexistir para ter o coração protegido, da dor que você é capaz de causar. Vou tentar do meu jeito, amenizar essa dor constante e seguida que impulsa no meu peito. Essa monótona resposta, que só me acoberta de mais perguntas. Essa ausencia destruidora, que devasta meu peito, queima minha pele com as lágrimas que escorrem. Só feche os teus olhos, e pense em uma forma de idolatras esse sentimento.. Desde que as consequencias não me machuquem mais. 

“Lembra quando eu disse que iria parar de me importar? Eu menti. Estou, fungando e desejando que tal dor passe. Eu não imaginei que era tão difícil ignorar atitudes e palavras. Continuam a me machucar, e embora eu minta e diga que estou bem, existe algo aqui dentro de mim, que já não suporta mais.Cansei de fingir. Cansei de derramar as lágrimas no escuro. Quem sabe assim, me expondo e implorando por colo, as pessoas não comecem a se importar? Não é tão difícil. Só preciso de alguns abraços. Só isso… E de pessoas que não me abandonem. Pessoas que me coloquem como primeira e única opção. Faz tempo que eu não sei o que é ser prioridade na vida das pessoas… Assim mesmo, um ou outro ainda me ligam, mas o resto, a grande maioria, se esqueceu de fazer parte de minha vida. E o problema é que tais pessoas ainda são importantes pra mim. Eu ainda preciso delas. Eu preciso daqueles que um dia já me fizeram sorrir. Mas que agora já não se importam mais com os meus sorrisos. E muito menos com as minhas lágrimas… Devo ser facilmente esquecida mesmo. Deve ser que eu realmente não tenho importância. Deve ser mesmo….”